domingo, 10 de abril de 2011

Carta Proposta

A Antropofagia das ideias para emergir novos pensamentos
                

                Goiânia possui uma predisposição a ser uma grande cidade vanguardista. Porém desejo de criar algo novo é proporcional a falta de iniciativa, mas nós a tomamos. Há também uma grande dispersão dos pensamentos e dos pensadores. E isso atrapalha na criação de novas idéias.
                   Pois, é com o encontro de mentes divergentes que se complementam na formação do novo. No intuito de materializar esse sonho antigo criamos a Academia Goiana de Filosofia. A pretensão geral dos fundadores não é que ela seja declarada apenas aos associados e sim que seja um campo livre de ideias sendo as discussões para qualquer interessado. É uma academia de essência antropofágica, logo não segue o formalismo europeu, sem o ignorar.
                  GOIÁS persegue o moderno e, nessa busca, consolidou sua identidade. Talvez de sua ausência tenha vindo tal anseio. Província inóspita e longínqua, era o que nos ensinava uma História contada a partir do litoral. Quem sabe tenha sido uma válvula de escape: para igualar-se e ser reconhecido enquanto Brasil, Goiás se submeteu ao progresso.

Indiferentes as razões, o nosso Estado é subproduto da modernidade, mesmo que por outro lado seja a continuação de um passado de vazio. Nenhum terreno poderia ser mais propício ao vanguardismo, por um lado, carência, necessidade; do outro, nossa essência que nos impulsiona para o futuro – Goiás está fadado à efervescência cultural.

Inversamente oposta a essa predisposição, a iniciativa. E o pensamento, substrato da cultura, de identidade e do progresso, está desencontrado. Quantas vezes não vemos irromper o preconceito de um grupo contra outro, por motivos de estéticos a políticos. Movimentos estudantis desunidos, o meio acadêmico envilecido por intrigas no corpo docente, motivadas pelos mais fúteis motivos. Quantas vezes não escutamos goianos, ditos eruditos, injuriando aquilo que surge no seio de sua própria querência, por estarem embevecidos do pensamento dos tradicionais centros brasileiros.

Se, por um lado, não nos faltem manifestações do novel, oriundas da sociedade comum (a música, por exemplo), o meio acadêmico deve, a seu Estado, nesse quesito. São pouquíssimos os redutos intelectuais reconhecidos, se comparados ao restante da nação.

Nós tomamos a iniciativa. Do encontro de mentes divergentes, complementares na formação do novo, criamos a ACADEMIA GOIANA DE FILOSOFIA. Demasiada pretensão, à primeira vista. De fato, nossas ambições não são modestas: discutir e difundir ideias de excelência filosófica. 
                  A efervescência multicultural de pensamentos que nós permeia converge a ser fundada na ética, na democracia e no social, princípios estes que acompanhará a trajetória da Academia Goiana de Filosofia e que espelhará futuros pensadores que a ela aderir.  
                  Lançando estas palavras ao vento, transcorrendo o tempo e com a esperança de ser solidificada na história e que declaramos aberta a Academia Goiana de Filosofia.

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